Fatores pré e pós-natais podem impactar nos níveis de imunoglobulinas no leite materno

O aleitamento materno é o primeiro elo de interação direta entre a mãe e o bebê logo nas primeiras horas/dias de vida. A caracterização da resposta imune, nos primeiros meses de vida, é fundamental, pois o sistema imunológico do bebê não está formado por completo, havendo a necessidade de auxílio materno através do leite materno.

Visto como o “alimento ouro” nos primeiros 1000 dias de vida, o leite materno é completo e rico em todos os nutrientes necessários ao bom crescimento do bebê. Sabe-se, ainda, que a composição deste leite é dependente da saúde materna.

A composição do leite materno é dinâmica e muda ao longo da lactação acompanhando as necessidades do bebê.
Nesse sentido, uma meta-análise de 75 estudos avaliou os fatores associados à variabilidade na composição do leite materno e o impacto nos níveis de imunoglobulinas (Ig) presentes nesse alimento.

O compilado dos dados descreve a presença majoritária de IgA (importante nas defesas de mucosa) em diferentes momentos (colostro, leite de transição e leite maduro), contudo enfatiza que há variabilidade tanto dos níveis de imunoglobulinas quanto dos critérios de análises, tempo e população estudada.

Outro ponto bem discutido é que a composição do leite materno é impactada por diversos fatores, sendo estes a saúde materna, incluindo a nutrição, o estresse e o ambiente. Estes fatores são descritos como possíveis modulares imunológicos, influenciando a composição e a quantidade de Ig do leite materno.

Portanto, a nutrição materna em aspectos nutricionais qualitativos e quantitativos da alimentação da mãe, antes e durante a gestação e na lactação, pode contribuir para o melhor desenvolvimento do bebê e de sua reposta imunológica.

Referência bibliográfica:

Rio-Aige, K. et al. The Breast Milk Immunoglobulinome. Nutrients; 13:1810, 2021.

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